Pulgão

Pulgão ataca diversas plantas

O pulgão da ordem Hemiptera e família Aphididae apareceu primeiramente como uma praga no Brasil em 1970. Existe mais de 1 mil espécie de pulgões que atacam as mais diversas plantas.

Os pulgões são insetos pequenos do tipo picador e sugador. Eles podem apresentar diversas cores, de acordo com a espécie, entre o marrom, verde, amarelo, vermelho, cinza e o preto. Eles vivem em colônias sobre plantas. Apresentam ciclo de vida muito curto, podendo completar uma geração a cada semana e originar até 10 ninfas/fêmea/dia. Desenvolvem-se e multiplicam-se melhor em temperaturas amenas (18 a 25º C) e em períodos de pouca chuva.

Os pulgões são capazes de desenvolver resistência contra pesticidas químicos, devido a aplicação repetida do mesmo pesticida na lavoura.

O controle dos pulgões pode ser feito naturalmente com a introdução de predadores (joaninhas, besouros e vespas) e parasitas. Outras formas de combate ao pulgão muito usado por agricultores e a calda de fumo e óleo mineral.

O caldo de fumo é feito com 250 gramas de fumo de corda misturado a 100 ml de álcool comum e a 1 litro de água fervente. O fumo é misturado com a água e deixado em repouso 24 horas, depois ele deve secar e ser misturado ao álcool. Basta aplicar a mistura nas plantas periodicamente.

Mosca-Branca

A mosca-branca se disseminou pela comercialização de plantas ornamentais

A mosca-branca é uma praga que se adapta facilmente a qualquer clima no mundo sendo responsável pela degradação de diversas culturas.

A mosca Branca ficou conhecida no Brasil a partir dos anos de 1923, nas regiões Sudeste e em seguida no Centro-Oeste, Sul e Nordeste com grandes perdas à agricultura. Ela primeiramente foi encontrada em plantas ornamentais e depois se difundiu rapidamente pelas demais culturas.

A mosca-branca tem aproximadamente 126 gêneros e mais de 1.200 espécies, sendo B. tabaci a mais importante e amplamente distribuída. Esta espécie pode se alimentar de cerca de 700 espécies de plantas diferentes, que incluem soja, ervilha, feijão, algodão, tomate, batata, berinjela, pimenta, fumo, repolho, couve, brócolis, melão, melancia, pepino, mamão, uva, poinsétia, roseira, entre outras.

Historicamente, a Mosca-Branca tem sido difícil de controlar com os insecticidas convencionais em sistemas de produção agronômicas e de horticultura. Nos últimos 10 anos, novos inseticidas químicos foram introduzidos proporcionando uma diversidade de novos modos de ação, para efetivamente controlar a mosca branca. Os químicos que tiveram o impacto imediato sobre o controle da mosca branca incluem os nicotinoides e reguladores de crescimento de insetos (RCI). Colectivamente, os novos atributos bioquímicos e atividades biológicas destes insecticidas tornam-os extremamente eficazes.

Já para agricultores que possuem uma pequena área com hortaliças ou plantas é possível fazer um controle preventivo adquirindo mudas sadias, erradicando plantas doentes e restos de culturas. Em alguns casos armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo podem ser eficazes.

Vaquinha ou Diabrotica

A Vaquinha ou Diabrotica speciosa é uma praga polífaga que afeta diversas culturas no Brasil.

Nos últimos anos, com o aumento da área de milho safrinha, as larvas do inseto vêm causando consideráveis danos.  O mesmo acontece com os produtores de batata.

A vaquinha ataca as raízes da planta reduzindo a capacidade de absorção de água e nutrientes, tornando-a menos produtiva como também mais suscetível as doenças. O adulto alimenta-se do limbo foliar, provocando perfurações circulares.

O adulto de Diabrotica speciosa, vive em média, 50 a 60 dias. É um besourinho de coloração verde com 5 a 6 mm de comprimento, de cabeça castanha, tendo em cada élitro três manchas amareladas.

O controle dessa praga deve ser feito através do modo de preparo da terra, que não deve ter baixa umidade. A ocorrência da larva é maior em sistema de plantio direto do que em plantio convencional. Os agentes de controle biológicos mais eficientes são os inimigos naturais Celatoria bosqi, Centistes gasseni, e os fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae.

O método de controle mais usado no Brasil é o emprego de inseticidas químicos aplicados via tratamento de sementes, granulados e pulverização no sulco de plantio.

Broca - Agrotis ipsilon

Conheça a Broca ou Agrotis ipsilon


Broca ou Agrotis ipsilon, como é conhecida cientificamente, é a nossa maior espécie Agrotis. Recebem a denominação popular de brocas, os estágios larvais de besouros, mariposas e borboletas que não podem ser vistos nas partes superiores das plantas.

Esta espécie é migratória e distribuída por quase todo o mundo. Assim, esta espécie não é um residente permanente durante todo o ano. Pode tornar-se comum em prados de montanha em altitudes mais elevadas no final do verão, principalmente durante o calor, períodos de seca. No entanto, o principal habitat é em áreas agrícolas e urbanas em altitudes baixas, e pode atingir surtos epidêmicos nestes habitats.

Esta espécie é uma lagarta-solo que se alimenta de vegetação herbácea geral, e muitas vezes é uma das maiores pragas em diversas culturas agrícolas. A larva é um dos poucos que é praticamente imune ao micróbio patogénico do solo Bacillus thuringiensis.

As medidas de controle devem ser intensificadas nos períodos mais quentes do ano, em função do aumento populacional do inseto neste período. Portanto, recomenda-se que as pessoas façam a rotação de cultura com tomate, cenoura, alho, brássicas, trigo ou arroz por 2 a 3 anos.

O controle da broca mais comumente utilizado é a aplicação de inseticida. Esse método pode ser empregado tanto no combate como na prevenção, sendo pouco eficiente no primeiro caso. No caso de aparecimento de brocas no jardim o ideal é fazer uma catação. Nas árvores pode-se aplicar uma mistura de calda de fumo nos buracos apertos pela broca, e depois deve-se fechá-los com cera derretida.